terça-feira, 27 de outubro de 2009

Seminário de Nivelamento para a Seleção de Mestrado do PPGH/UFCG

Programação:

09/11/2009

19:00 – Palestra de abertura: Recepção, debate e influências do pensamento de Paul Ricoeur no oficio do historiador

Expositora: MSc. Kyara Maria de Almeida Vieira (UEPB- Doutoranda do PPGH/UFPE)
Local: Centro de Extensão José Farias da Nóbrega – UFCG

10/11/2009

08:00 – 10:00 - PAINEL I: RUPTURAS E PERMANÊNCIAS NO ESTUDO DAS CIDADES

1.1. Sydney Chalhoub uma discussão sobre “Varíola, Vacina, ‘Vacinophobia’”
Expositora: Catarina Buriti de Oliveira- (Mestranda PPGH/UFCG)

1.2. Uma leitura sobre “Londres e Paris no século XIX: o espetáculo da pobreza” a partir do texto de Stella Bresciani
Expositor: Joachin de Melo Azevedo S. Neto - (Mestrando PPGH/UFCG)

Local: sala 15 – Hall da placas - UFCG

10:00 – 12:00 - PAINEL II: Imagens da Cidade: sensibilidades e sociabilidades

2.1. “Cidades visíveis, cidades sensíveis, cidades imaginárias”
Expositor: Ms. Herri Charriery da Costa Santos (PPGH-UFCG)

2.2. Campina Grande (1930-1950): “Água: desejo, promessa e espetáculo”
Expositor: Deuzimar Matias (Mestrando PPGH/UFCG)

Local: sala 15 – Hall da placas – UFCG

14:00 – 16:00 - PAINEL III: IMAGENS DO OUTRO: ALTERIDADES E IDENTIDADES

3.1. “Quem precisa da identidade?” uma discussão a partir de Stuart Hall
Expositores: MS. Rosemere Olimpio Santana (Doutoranda do PPGH/UFF) e Leonardo Bruno de Farias (Mestrando PPGH/UFCG)

3.2. Imagens de si, imagens do outro: uma leitura a partir de François Hartog
Expositora: Michele Pereira Cordão (Mestranda PPGH/UFCG)

Local: sala 15 – Hall da placas – UFCG

16:00 – 18:00 - PAINEL IV: NARRATIVAS E SUBJETIVIDADES NO TRABALHO DO HISTORIADOR

4.1. Práticas de leitura em Jorge Larrosa
Expositora: Ms. Maria Claudia Cavalcante (PPGH/UFCG)

4.2. Narrativas e representações: “O lugar da morte: poética popular e representação do morrer”
Expositora: Andrea Carla Rodrigues Theotônio (Mestranda PPGH/UFCG)

Local: sala 15 – Hall da placas – UFCG

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

;^D Sucessividades...



Anotações de bordo... Alguém sabe sobre aquela fase da vida em que tudo está dando certo? Pois bem, eu mal estou acreditando que a colheita de tantos frutos está se dando de forma tão farta em minha vida. São compromissos e mais compromissos para os quais estou sendo convidado para arcar, de forma sucessiva. Espero apenas estar a altura dessas responsabilidades e corresponder com as expectativas. Afinal, quando fazemos o que gostamos, sempre hão de aparecerem frestas e até portas abertas. Aproveito o ensejo para convidar os possíveis leitores desse espaço para a conferência que darei, de nivelamento da seleção de mestrado do PPGH/UFCG, a ser realizado nos dias 09 e 10 de novembro. A fala será intitulada Stella Bresciani: uma leitura sobre “Londres e Paris no século XIX: o espetáculo da pobreza”. Também convido os interessados para o mini-curso Modernidade e trauma: história, literatura e engajamento que será realizado durante o I Seminário Nacional de Fontes Documentais em HIstória, entre 01 a 04 de dezembro do corrente ano, organizado pelo PPGH/UFCG, no qual estarei em parceria com o professor Gervácio Aranha discutindo as relações entre literatura e experiencias traumáticas na modernidade. Além disso, só tenho mesmo a agradecer ao público do mini-curso Imagens fotográficas e literárias da Belle Époque carioca, mistrado por mim e os professores Benjamin Montenegro e Cabral Filho durante a Semana de Humanidades da UFCG,que ocorreu entre 20 a 24 de outubro, além dos participantes do GT do mesmo título de mini-curso que será ministrado no Seminário Nacional em História da UFCG. São esses pequenos grandes momentos que me fazem ter a certeza de que valeu a pena ter dedicado minha vida para a história e suas tramas.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009



Aos olhos da saudade como o mundo é pequeno. Esse post eu dedico a tí, que me cativou com sua calma, gentileza, generosidade e humor desconcertante. Leitora de Sade e de todos grandes mestres da literatura clandestina; Pagú de uma timidez ousada e de arrasantes olhos cor de flora.

quinta-feira, 30 de julho de 2009



Aquila non captat muscas.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vídeos Motivacionais: The Solution

Saudações! Estava um tempo meio sumido! Na correria, sobretudo, estudando muito e escrevendo também. Nas horas vagas, uma circulada pela noite "fria" e demasiadamente familiar de Campina. Ainda mais em tempos de São João... uma certa euforia toma conta do populacho. Então, sempre se acontecem coisas interessantes e, até, inusitadas pra serem observadas. Eu, apesar de toda minha truculência, tenho tido, realmente, um São João generoso. Girls... algumas sabem realmente como sacudir as coisas. Bom, eu vou postar dois vídeos de uma banda de Soul Music chamada The Solution, de Chicago. Trata-se de uma banda que tem como membros principais a lenda do rock de Detroit: Scott Morgan, nos vocais e Nick Royale Andersson, que é ex-guitarrista e cantor da banda sueca The Hellacopters, tocando bateria. Eu simplesmente pirei quando baixei o primeiro albúm, "communicate", e o segundo, "Will not be televised". Pra mim, The Solution é uma prova de que é possível ser refinado e técnico, na música, sem precisar ser chato e pernóstico. A propósito, me lembrem de postar a queda de Caetano Veloso do palco, como sinônimo de vídeo desmotivacional. Nunca tinha visto show mais chato...



segunda-feira, 11 de maio de 2009

87 anos sem Lima Barreto



Lima Barreto (1881/1922) faria aniversário dia 13 desse mês. Sou suspeito pra tecer qualquer elogio ao escritor, pois é o meu favorito entre os brasileiros. Fadado a boemia, a noites infidáveis de andanças em lugares suspeitos e de baixa reputação, a semanas e semanas de bebedeiras e a uma vida sem reconhecimento, tendo sua candidatura a vaga na ABL ignorada, o único termo que define Lima Barreto é o de escritor maldito. Maldito por ter feito questão de afrontar o culto ao dicionário que os senhores de casaca e picinez, que frequentavam a Livraria Garnier no Rio, chamavam de literatura; maldito por ter sofrido na pele as rotinas sociais da opressão por ser mulato e pobre; maldito por criticar as futilidades e hipocrisias do liberalismo e se afirmar como anarquista, em um tempo que isso era motivo para deportações e exílios; maldito porque se abateu diante da sociedade e buscou refúgio no álcool como forma de evasão, até as últimas consequências. Segue algumas das minhas passagens favoritas que encontro em seu Diário Intímo:

"Eu sou Afonso Henriques de Lima BArreto. tenho vinte e dois anos. Sou filho legítimo de João Henriques de Lima Barreto. Fui aluno da Escola Politécnica. No futuro, escreverei a História da Escravidão Negra no BRasil e sua influência na nossa nacionalidade". (Diário Intímo, p. 33)

"Eu tenho muita simpatia pela gente pobre do Brasil, especialmente pelos de cor, mas não me é possível transformar essa simpatia literária, artística, por assim dizer em vida comum com eles, pelo menos com os que vivo, que, sem reconhecerem a minha superioridade, absolutamente não tem por mim nenhum respeito e nenhum amor que lhes fizesse obedecer cegamente". (Diário Intímo, p. 76)

"Enfim, a minha situação é absolutamente desesperadora, mas não me mato. Quando estiver bem certo de que não encontrarei solução, embarco para Lisboa e vou morrer lá, de miséria, de fome, de qualquer modo" (Diário Intímo, p. 172)

"No dia 30 de agosto de 1917, eu ia para a cidade, quando me senti mal. Tinha levado todo o mês a beber, sobretudo parati (cachaça). Bebedeira sobre bebedeira, declarada ou não. Comendo pouco e dormindo Deus sabe como. Andei porco, imundo" (Diário Intímo, p. 193)

"A segunda vez que estive no hospício de 25 de dezembro de 1919 até a 2 de fevereiro de 1920. Trataram-me bem, mas os malucos, meus companheiros, eram perigosos. Demais, eu me imiscuia muito com eles, o que não aconteceu daquela vez que fiquei de parte" (Diário Intímo, p. 213)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sitrans de Campina Grande versus mestrandos e doutorandos



Campina Grande tem mania de metrópole, tem mania de grandeza a começar pelo nome... Campina tem mania de megalomania. Mas não importa, sempre será uma província. Uma província cujas elites não passam de caboclos querendo ser ingleses, como já cantava nos perdidos anos 90, aquele mauricinho desafinado, metido a poeta e a politizado chamado Cazuza.Campina é uma província na qual se faz de tudo para que o jogo continue de cartas marcadas, mesmo que seja através de concursos, eleições, debates e qualquer outra prática que se tenha como democrática.
Uma das coisas na cidade que me deixa profundamente incomodado é a questão do monopólio no transporte público exercido por certas empresas ligadas a partidos e grupilhos políticos locais. O Sindicato de TRansportes Públicos de Campina Grande, o SITRANS, tem mania de tratar os estudantes da cidade como gado. Isso mesmo, não existe outra definição ou caracterização para o tratamento que dão a quem precisa ir até a sede de tão grandiosa instituição para ter garantido seu direito básico a meia passagem nos ônibus. O setor de atendimento ao público fica no primeiro andar e, ontém, cheguei a ficar UMA HORA E MEIA na fila esperando atendimento, em uma sala que fazia um calor infernal. Os 3 patéticos ventiladores que eles colocam para arejar o local não serve nem pra disfarçar o mormaço e a catinga de suor que as pessoas começam a emanar quando se passa mais de cinco minutos ali dentro. O tamanho do absurdo é grande: ontém quando eu estava lá, uma menina desmaiou e foi retirada por outras pessoas para ser atendida do lado de fora, tamanho era o calor lá dentro.
Se alguma parte dos lucros desse aumento absurdo que houve de 1,70 na tarifa urbana, em uma cidade do tamanho de um ovo é abusurdo, fosse usado em forma de retorno no atendimento público, isso poderia ser evitado. Mas que retorno ao público que nada... Anchieta Bernardino tem coisas mais importantes pra se preocupar, como por exemplo, negar o direito a meia passagem de uma parcela dos estudantes que seriam aqueles que estão na pós-graduação.
Pois é, para o sapiente chefe do SITRANS, os pós-graduandos não são estudantes. Eu poderia dizer que as pessoas, no geral, são estudantes a vida toda, talvez não pessoas como ele, claro. Mas isso é outra história. Segundo o DCE da UFCG, estão sendo feitas negociações entre a instituição dos estudantes e a dos vampiros, ops... quer dizer, sindicalistas. Nesse ínterim, como mestrando não tenho direito a me locomover pela cidade com a meia passagem. Espero que meus 1,70 estejam, pelo menos, servindo pra complementar o whiske dos empresários de transportes que financiaram a campanha do prefeito e do superintendente do SITRANS, já que pra manter de pé este absurdo é capaz até de articular conspirações nefastas com o PROCON. Eu só digo uma coisa: vai gostar de 1,70 assim na casa do satanás, infeliz!